Archive for December, 2009
Pobres árvores
Adoro árvores de Natal. Acho lindas! Mas nessa época do ano me dá um aperto no coração ver o que se corta e estraga de árvores por aí.
OK. Nada mais natalino do que um belo pinheiro natural, todo cheiroso, enfeitado e cheio de luzinhas. Mas pelo amor, people!!!!!!!!!! O que se faz com a pobre árvore depois do dia 1º???? Lixo, geralmente. Isso me dá um dó sem tamanho. Quer uma árvore natural? Tudo bem, mas acho que as pessoas deveriam pensar no que farão com a árvore após o Natal e como tentarão cultivá-la, onde poderão plantá-la. Infelizmente, são poucos os que pensam assim.
Aqui perto de casa, há pelo menos uns 6 pontos de venda de árvores naturais e são todos de pontas de pinheiro (!!!!!!!!!!) colocados naquelas bases de plástico e muitos cobertos com aquele spray maldito que imita neve e mata acoitada da árvore ainda mais rápido. Gente, primeiro que dificilmente essas pontas chegam vivas até o Natal. Depois, muitas das árvores de onde essas pontas foram cortadas foram detonadas no corte.
Sei lá, posso estar sendo radical, mas optamos por uma árvore artificial a muitos anos, justamente por não ter como plantar e cuidar de um pinheiro após o Natal. Bom, resta apenas esperar que as pessoas tenham mais consideração com suas arvorezinhas e cuidem bem delas depois que tirarem seus enfeites e luzinhas…

Post novo no Necessaire
People coloquei um post novo no Necessaire coluna no blog da Strega Una Tempesta! Escrevi um pouquinho sobre a linha da Norma Kamali para o Walmart e minha surpresa em relação à linha. Espero que gostem.
Vem aí Necessaire!!
Pessoal!!!!!!!!! Recebi outro convite que me deixou super empolgada!
A Val, criadora do Strega Una Tempesta, minha prima querida do coração e diva extraordinaire (só tenho primas lindas e ligadíssimas!) me convidou para escrever com ela uma coluna chamada Necessarie.
Necessarie tratará de moda, bem estar e dicas de beleza para nós, mulheres comuns que têm vida agitada mas não querem abrir mão da vaidade também!
Vale conferir Necessarie!
A Cabana
Eu detesto livros de auto-ajuda, detesto mesmo, mas não aguentava mais as pessoas me perguntando se eu já havia lido The Shack (A Cabana), de Willian P. Young. Parece que eu era a única que não havia lido o tal livro e sempre me olhavam com aquela cara de não acredito….
Então, dia desses num passeiozinho pela Barnes & Noble para comprar o livro novo da Barbara Kingsolver (The Lacuna, muito bom por sinal), resolvi arriscar e comprei um exemplar em paperback da tal cabana.
Confesso que comecei meio cética…. Publicado nos Estados Unidos por uma editora pequena, The Shack se revelou um desses livros raros que, através do entusiasmo e da indicação dos leitores, se torna um fenômeno de público – e eu queria ver “qual era a do livro”.
A estória básica é a seguinte: durante uma viagem de fim de semana, a filha mais nova de Mack Allen Phillips é raptada e evidências de que ela foi brutalmente assassinada são encontradas numa cabana abandonada. Após quatro anos vivendo numa tristeza profunda causada pela culpa e pela saudade da menina, Mack recebe um estranho bilhete, aparentemente escrito por Deus, convidando-o para voltar à cabana onde aconteceu a tragédia. Apesar de desconfiado, ele vai ao local do crime numa tarde de inverno e adentra o cenário de seu mais terrível pesadelo. Mas o que ele encontra lá muda o seu destino para sempre.
Talvez The Shack tenha atingido tantos leitores pela semelhança básica que se encontra na estória e na história de tantas pessoas: um homen sofre uma perda, cai em depressão, encontra coragem para reagir no seu “Deus” pessoal.
Em um mundo tão cruel e injusto, The Shack levanta um questionamento atemporal: Se Deus existe e é tão poderoso, por que não faz nada para amenizar o nosso sofrimento? E 2/3 do livro tratam essa questão através de um diálogo entre Mack e a Santíssima Trindade.
No princípio achei que tudo seria religioso, teológico e doutrinante demais para aguentar, mas a medida em que o autor vai desenvolvendo a narrativa percebi que o livro não trata de religião, mas sim de religiosidade. A busca de entendimento e da fé em algo maior que nós e que dê sentido ao caos. Não se trata de um Deus cristão (embora o autor tenha escolhido representá-lo dessa forma, pois a personagem é Cristã), mas sim um criador, deixando que o leitor chame-o como quiser. A questão do livro é: se existe um Deus, por que há tanta maldade no mundo e como lidar com isso?
Pessoalmete, achei o livro muito mais filosófico do que um livro de auto-ajuda. Não esperem um primor literário, mas sem dúvida é um livro que faz pensar. Ao contrário de muitas resenhas que li e opiniões que ouvi, não achei que o autor imponha conclusões resolutas aos questionamentos levantados, achei que o autor deixa alguma liberdade de pensamento para o leitor, reservando espaço para que tiremos nossas próprias conclusões. The Shack não é um super livro, mas proporciona uma boa oportunidade para reflexão.



