Archive for the ‘No Baú’ Category
Ansiedade
Ansiedade, pavio curtíssimo, hormônios pipocantes, espera, 38 semanas e 2 dias, dor nas costas, santíssima trindade presente (o Tom, eu e o dragão que habita meu esôfago)… cadê o Tom? Últimas três noites em claro (treinamento? – rsrsrsrsrs)… cadê o Tom? O Dr. já disse que está tudo certo pra hora que vc quiser, meu lindinho! Tonzinho, aparece! Mamãe e Papai (e uma grande torcida) querem ver você!!!
Nook 2… a missão
Bom, atendendo a pedidos aqui vão mais algumas impressões e informações sobre o meu Nook.
O aparelho em si é um pouco maior do que um pocket book (praticamente do tamanho de um livro normal, mas bem fininho), 6 polegadas em diagonal. É bem leve e dá para se carregar na bolsa sem problemas (aliás um dos fatores que mais me influenciaram na direção de um e-book). Há umas capinhas próprias para protegê-lo (de todas as cores e para todos os gostos e bolsos), o que faz com que gente não tenha dó de deixá-lo na bolsa, carro ou levá-lo para lá e para cá.
Interatividade com o leitor: a navegação pelas funções do aparelho é muito fácil. A parte de baixo da tela é touchscreen (similar a do iPhone) e permite o rápido acesso aos recursos do Nook, tais como acessar sua biblioteca, marcar páginas (bookmarks), inserir anotações e comentários nos livros, emprestar e acessar e-books emprestados, acessar suas músicas e audio-books, arquivos PDF, regular a fonte e o tamanho da fonte utilizada nas leituras, acessar a loja virtual da Barnes, etc. O problema é que a conectividade fica restrita aos EUA, ou seja, não vou poder baixar livros quando estiver viajando para o Brasil por exemplo.
A tela é bem nítida e confortável para a leitura, parece mesmo uma página impressa e virar a página demora cerca de um segundo (estava receosa, pois havia lido críticas em relação à demora para virar as páginas). A bateria é durável e a memória tem capacidade para cerca de 1500 e-books, podendo ainda ser expandida com um cartão de memória.
A Alê, do La Sorcière, me perguntou porquê eu não gostei do e-reader da Sonny: bom, achei a tela escura e difícil de ler, além de ser lerdo pra caramba e o espaço de tela menor do que o Nook e Kindle …
Fiquei super balançada entre o Kindle e o Nook quando estavámos pesquisando os e-readers, mas chegamos à conclusão de que para mim o Nook seria a melhor pedida. O Kindle parece bem legal, mas primeiro é exclusivo da Amazon e não consegui ninguém que tivesse o aparelho para ver em mãos como funcionava, segundo porque o Kindle não lê PDF, ou seja, se vc tem livros, textos ou outros arquivos em PDF no seu micro não consegue sincronizá-los e achei os livros na Amazon mais caros de um modo geral. A vantagem do Kindle é a conectividade garantida mundialmente, mas também não sei dizer se funciona mesmo ou não, pois já li crítica positivas e negativas a respeito e como disse não conheço ninguém que tenha o aparelho.
A grande sacanagem desses aparelhos para quem mora do Brasil é o preço a que eles chegam aí e a dificuldade que os lançadores dos e-readers estão tendo com as editoras brasileiras para disponibilizar os livros em formato e-book devido à restrições de copyright. Para se ter idéia já é possível comprar o Kindle no Brasil, porém paga-se cerca de R$1.000 contra os US$250 que o aparelho custa aqui e se vc não lê em inglês só vai conseguir os livros do Paulo Coelho, pois ele foi o único até o momento a autorizar a disponibilização de 17 livros da sua obra em português para o formato e-book na Amazon. Vamos torcer para que a coisa melhore com os e-books no Brasil e eles fiquem mais acessíveis e apresentem mais opções.
Por hora, por aqui, eu adorei a novidade e estou curtindo muito o meu brinquedão novo!
Nook!!!!!!!!!!!!!
Chegou! Chegou! Chegou! Meu Nook chegou!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Estou que nem criança com meu e-reader! Ganhei de Natal do P, mas como estava em back order a Barnes & Noble só entregou meu Nook agora.
ADOREI! Consegui baixar alguns clássicos “de grátis” direto da Barnes: Little Women, Pride & Prejudice e Dracula. Há diversos títulos disponíveis de graça na Barnes e os preços dos lançamentos e best sellers são beeeeeeeem mais acessíveis em e-book (média de US$ 9.00 x US$ 20.00).
Confesso que estava com medo de não gostar do aparelho, pois detestei o e-reader da Sony e tive chance de ver o Nook apenas uma vez e não deu para brincar muito com todas as funções do bichinho, mas não fiquei nem um pouco decepcionada com meu e-reader. Achei bem legal!
Achei o tamanho da tela bom, bem nítida e não brilhante. Há possibilidade de escolher a fonte e o tamanho da mesma e é bem fácil de navegar. Registrar o aparelho e sincronizar a minha conta da Barnes também não foi complicado e foi bem rápido. Enfim, amei e recomendo o meu presente! Brigada PP!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Pobres árvores
Adoro árvores de Natal. Acho lindas! Mas nessa época do ano me dá um aperto no coração ver o que se corta e estraga de árvores por aí.
OK. Nada mais natalino do que um belo pinheiro natural, todo cheiroso, enfeitado e cheio de luzinhas. Mas pelo amor, people!!!!!!!!!! O que se faz com a pobre árvore depois do dia 1º???? Lixo, geralmente. Isso me dá um dó sem tamanho. Quer uma árvore natural? Tudo bem, mas acho que as pessoas deveriam pensar no que farão com a árvore após o Natal e como tentarão cultivá-la, onde poderão plantá-la. Infelizmente, são poucos os que pensam assim.
Aqui perto de casa, há pelo menos uns 6 pontos de venda de árvores naturais e são todos de pontas de pinheiro (!!!!!!!!!!) colocados naquelas bases de plástico e muitos cobertos com aquele spray maldito que imita neve e mata acoitada da árvore ainda mais rápido. Gente, primeiro que dificilmente essas pontas chegam vivas até o Natal. Depois, muitas das árvores de onde essas pontas foram cortadas foram detonadas no corte.
Sei lá, posso estar sendo radical, mas optamos por uma árvore artificial a muitos anos, justamente por não ter como plantar e cuidar de um pinheiro após o Natal. Bom, resta apenas esperar que as pessoas tenham mais consideração com suas arvorezinhas e cuidem bem delas depois que tirarem seus enfeites e luzinhas…

A Cabana
Eu detesto livros de auto-ajuda, detesto mesmo, mas não aguentava mais as pessoas me perguntando se eu já havia lido The Shack (A Cabana), de Willian P. Young. Parece que eu era a única que não havia lido o tal livro e sempre me olhavam com aquela cara de não acredito….
Então, dia desses num passeiozinho pela Barnes & Noble para comprar o livro novo da Barbara Kingsolver (The Lacuna, muito bom por sinal), resolvi arriscar e comprei um exemplar em paperback da tal cabana.
Confesso que comecei meio cética…. Publicado nos Estados Unidos por uma editora pequena, The Shack se revelou um desses livros raros que, através do entusiasmo e da indicação dos leitores, se torna um fenômeno de público – e eu queria ver “qual era a do livro”.
A estória básica é a seguinte: durante uma viagem de fim de semana, a filha mais nova de Mack Allen Phillips é raptada e evidências de que ela foi brutalmente assassinada são encontradas numa cabana abandonada. Após quatro anos vivendo numa tristeza profunda causada pela culpa e pela saudade da menina, Mack recebe um estranho bilhete, aparentemente escrito por Deus, convidando-o para voltar à cabana onde aconteceu a tragédia. Apesar de desconfiado, ele vai ao local do crime numa tarde de inverno e adentra o cenário de seu mais terrível pesadelo. Mas o que ele encontra lá muda o seu destino para sempre.
Talvez The Shack tenha atingido tantos leitores pela semelhança básica que se encontra na estória e na história de tantas pessoas: um homen sofre uma perda, cai em depressão, encontra coragem para reagir no seu “Deus” pessoal.
Em um mundo tão cruel e injusto, The Shack levanta um questionamento atemporal: Se Deus existe e é tão poderoso, por que não faz nada para amenizar o nosso sofrimento? E 2/3 do livro tratam essa questão através de um diálogo entre Mack e a Santíssima Trindade.
No princípio achei que tudo seria religioso, teológico e doutrinante demais para aguentar, mas a medida em que o autor vai desenvolvendo a narrativa percebi que o livro não trata de religião, mas sim de religiosidade. A busca de entendimento e da fé em algo maior que nós e que dê sentido ao caos. Não se trata de um Deus cristão (embora o autor tenha escolhido representá-lo dessa forma, pois a personagem é Cristã), mas sim um criador, deixando que o leitor chame-o como quiser. A questão do livro é: se existe um Deus, por que há tanta maldade no mundo e como lidar com isso?
Pessoalmete, achei o livro muito mais filosófico do que um livro de auto-ajuda. Não esperem um primor literário, mas sem dúvida é um livro que faz pensar. Ao contrário de muitas resenhas que li e opiniões que ouvi, não achei que o autor imponha conclusões resolutas aos questionamentos levantados, achei que o autor deixa alguma liberdade de pensamento para o leitor, reservando espaço para que tiremos nossas próprias conclusões. The Shack não é um super livro, mas proporciona uma boa oportunidade para reflexão.
Black Friday
Pois é, o Thanksgiving veio e foi-se. Amanhã jé é domingo… o maridão volta para o trabalho e acabaram-se as férias e tê-lo por perto o dia todo enquanto estou de licença.
Ontem foi o que se chama aqui de Black Friday, a sexta-feira após o Thanksgiving, dia em que, tradicionalmente, o comércio derruba os preços e o povo compra que nem maluco. As liquidações são fenomenais mesmo, mas achei que esse ano a coisa não estava muito boa, ou eu estava muito muquirana – rsrsrsrs.
Para vcs terem idéia algumas lojas abrem logo à meia-noite e os shoppings abrem às 5 da manhã! Tamanha a multidão que sai para fazer compras.
Eu, em verdade, não queria comprar muitas coisa, mas queria, pelo menos, terminar minhas comprinhas de presentes de Natal, pois está ficando cada vez mais difícil ficar zanzando pela rua: a perna pesa, e a bexiga nem se fale – rsrsrsrsrs.
Chegamos no South Coast Plaza, um dos maiores shoppings aqui da região, por volta das 9 horas e estacionar o carro foi um exercício de paciência. Fomos direto na Macy’s, pois achei que iria encontrar boas ofertas (como no ano passado), mas não achei que os preços estavam atrativos não…. pelo menos não aquilo que se espera de uma Black Friday Sale.
Eu não sei se eu não estava no mood de fazer comprar, ou se tinha dormido mal na noite anterior, ou se as lojas estavam realmente muito cheias, só sei que foi de dando um desespero tamanho que eu não via a hora de sair do shopping. Eu sem vontade de fazer compras, não sei como não inundou o sul da California – rsrsrsrsrs.
Para fechar as comprinhas, passamos no Costco (um tipo de Sam’s Club que tem aqui, mas melhor que o Sam’s, pois tem de tudo e de melhor qualidade) para pegar umas coisinhas aqui para casa. Aproveitei para pegar uma jaqueta de aviador para mandar para meu sobrinho no Brasil – coisa boba, mas achei que ele ía gostar e ficar um gatinho. Não é uma jaqueta cara, mas acho que todo moleque iria gostar. Na hora de passar no caixa, vira a moça para o Mr. PP e fala: “nossa, que jaqueta legal, se eu tivesse dinheiro comprava de Natal para o meu filho”. Eu estava no banheiro (pra variar!) quando aconteceu e ele me contou somente depois, mas aquilo me cortou o coração e meu mood consumista que já não estava bom, ficou arrasado e culpado…. Fiquei com tanta dó, que tive vontade de voltar e falar passa duas aí e dá uma para ele. Mas é duro né, não sei como a pessoa encararia. Me cortou o coração. A gente pensa que a crise não está punk porque vê tanta gente consumindo e as pessoas aqui jogam muita coisa fora também, mas os preços estão lá nas alturas, a coisa está brava sim…
O fato é que no fim das contas pude resolver meus presentinhos de Natal e aproveitei a tarde para embrulhar todos eles. Pois é, compras encerradas. A quota do Papai Noel aqui em casa já está embaixo da árvore
Tomara que no ano que vem a Black Friday seja melhor e que a crise esteja melhor também. E tomara que a moça do caixa possa dar a jaqueta bacana para o filhote dela.
Temos tanto para agradecer!
Hoje comecei a entrar no clima de Natal! OK…. nem passou o Thanksgiving ainda, mas não consigo evitar, eu adoro o Natal, especialmente esse ano que nossa família imediata vem quase toda para cá (menos o meu irmão com a esposa e o Gui, que infelizmente não poderão vir).
Bom, o causo é que comprei meu primeiro presentinho e me dei de presente também o CD de Natal do Josh Groban. Mal entrei no carro e já coloquei o CD para tocar (para desespero do Mr. PP, pois nessa época eu ouço música de Natal o dia todo se deixar). Uma das músicas do CD me chamou tanto a atenção, não que não a conhecesse, mas a melodia e a interpretação do cantor, associadas à letra me emocionaram muito, especialmente depois da conversa que estávamos tendo (Mr. PP e eu) sobre o que é realmente importante na vida.
Deixo aqui um link do YouTube para quem quiser ouvir a música, que se chama Thankful. E fica também a tradução da letra para quem não souber inglês não se sentir excluído. Aliás desculpem, mas como moramos aqui acabamos tendo muito contato com coisas legais em inglês somente e às vezes acabo não traduzindo tudo.
[youtube:http://www.youtube.com/watch?v=p2M0GQOgYGg]
Tradução:
“Gratos
Alguns dias nos esquecemos de olhar ao nosso redor
Alguns dias não conseguimos ver a alegria que nos cerca
Tão entretidos em nós mesmos
Nós tomamos quando deveríamos estar doando
Portanto, hoje à noite nós rezamos para
O que sabemos possa acontecer
E nesse dias nós esperamos por
Aquilo que ainda não podemos ver
Cabe a nós ser a mudança
E apesar de podermos fazer ainda mais
Há muito pelo que sermos gratos
Olhe além de nós, há tanta mágoa
É muito tarde para dizer, “Eu chorarei amanhã”
Cada um de nós deve achar a verdade
Nós estamos tão atrasados
Portanto, hoje à noite nós rezamos para
O que sabemos possa acontecer
E nesse dias nós esperamos por
Aquilo que ainda não podemos ver
Cabe a nós ser a mudança
E apesar de podermos fazer ainda mais
Há muito pelo que sermos gratos
Mesmo com nossas diferenças
Há um lugar em que todos nos conectamos
Cada um de nós pode achar o amor o outro
Portanto, hoje à noite nós rezamos para
O que sabemos possa acontecer
E nesse dias nós esperamos por
Aquilo que ainda não podemos ver
Cabe a nós ser a mudança
E apesar de podermos fazer ainda mais
Há muito pelo que sermos gratos”






